{"id":12495,"date":"2026-06-22T11:37:25","date_gmt":"2026-06-22T11:37:25","guid":{"rendered":"https:\/\/www.volunteeringsolutions.com\/blog\/meet-lucia-merino-volunteer-india-2\/"},"modified":"2026-06-22T11:37:25","modified_gmt":"2026-06-22T11:37:25","slug":"meet-lucia-merino-volunteer-india","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.volunteeringsolutions.com\/pt-br\/blog\/meet-lucia-merino-volunteer-india\/","title":{"rendered":"Conhe\u00e7a Lucia Merino, volunt\u00e1ria na \u00cdndia."},"content":{"rendered":"<p>Lucia Merino \u00e9 natural de Barcelona, Espanha. Formou-se em Servi\u00e7o Social pela Universidade da Carolina do Norte em Chapel Hill, Carolina do Norte. Trabalha como psicoterapeuta na regi\u00e3o da Ba\u00eda de S\u00e3o Francisco, na Calif\u00f3rnia. \u00c9 casada com um franc\u00eas e aprecia aprender com outras culturas, religi\u00f5es e estilos de vida. Foi volunt\u00e1ria da Volunteering Solutions em um projeto para crian\u00e7as de rua em Delhi. <img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" src=\"\/wp-content\/uploads\/legacy\/inline-images\/465002807_10235603205601588_3944993336957044134_n.jpg?v=20260622a\" data-entity-uuid=\"99699b85-a9ec-4d3c-a75b-33d130248464\" data-entity-type=\"file\" width=\"414\" height=\"311\" data-align=\"right\"> \u00cdndia.<\/p>\n<h3> Por que voc\u00ea decidiu fazer trabalho volunt\u00e1rio no exterior com a Volunteering Solutions na \u00cdndia?<\/h3>\n<p> Fiz uma pesquisa online bastante completa e encontrei muitas organiza\u00e7\u00f5es diferentes que ofereciam oportunidades de voluntariado. Decidi pela Volunteering Solutions por alguns motivos, incluindo o fato de estar sediada em Nova Delhi, onde eu queria fazer trabalho volunt\u00e1rio. Al\u00e9m disso, optei pela VS porque o pre\u00e7o era razo\u00e1vel e oferecia uma combina\u00e7\u00e3o de voluntariado e viagens. Eu queria fazer alguns passeios tur\u00edsticos e viagens curtas (como visitar o Taj Mahal) enquanto estivesse na \u00cdndia. A combina\u00e7\u00e3o de voluntariado, viagens, conv\u00edvio com uma fam\u00edlia indiana e o pre\u00e7o foram os fatores que me fizeram decidir fazer trabalho volunt\u00e1rio com a VS.<\/p>\n<p> Descreva suas atividades di\u00e1rias como volunt\u00e1rio.<\/p>\n<p> N\u00f3s acord\u00e1vamos por volta das 8h e tom\u00e1vamos caf\u00e9 da manh\u00e3. Durante o caf\u00e9, n\u00f3s, volunt\u00e1rios, decid\u00edamos o que far\u00edamos durante o dia. Eu estava em um centro de acolhimento (para crian\u00e7as de rua) com outros tr\u00eas volunt\u00e1rios. Por volta das 10h, peg\u00e1vamos o \u00f4nibus e cheg\u00e1vamos ao nosso centro por volta das 11h. Havia de 15 a 20 crian\u00e7as e nos adapt\u00e1vamos \u00e0s necessidades delas. Algumas queriam desenhar e ficavam felizes em sentar perto de n\u00f3s para nos mostrar seus trabalhos. Eu comentava seus desenhos e as ensinava a escrever e pronunciar cada um dos objetos. Outra crian\u00e7a queria que eu a segurasse enquanto fazia acrobacias, \u00e0s vezes se equilibrando no meu colo. Outra queria brincar de jogos de m\u00e3os comigo e aprender m\u00fasicas que eu cantava em ingl\u00eas. Outra ainda queria me mostrar sua escrita em hindi e ler para mim um livro em hindi. Percebi que ela s\u00f3 queria um pouco da minha aten\u00e7\u00e3o. Algu\u00e9m para quem ela pudesse ler, algu\u00e9m com quem se conectar, com quem passar um tempo juntas. E essa era a parte mais importante do trabalho volunt\u00e1rio: estar l\u00e1 para se conectar com essas crian\u00e7as no n\u00edvel que elas queriam e precisavam. Era uma educa\u00e7\u00e3o informal, oferecida da maneira mais adequada para cada crian\u00e7a. Cada crian\u00e7a era \u00fanica, portanto, o tempo era dedicado de forma \u00fanica a cada uma.<\/p>\n<p> Na hora do almo\u00e7o, eu ajudava os coordenadores a servir a comida e, depois, era hora da soneca. Os outros volunt\u00e1rios e eu \u00edamos almo\u00e7ar juntos em lugares pr\u00f3ximos. Essa era uma atividade muito agrad\u00e1vel e nos sent\u00edamos seguros caminhando pela \u00e1rea de Chandni Chowk, que pode ser uma parte intimidadora da cidade. Depois, volt\u00e1vamos e continu\u00e1vamos interagindo com as crian\u00e7as. Ajud\u00e1vamos os coordenadores em atividades educativas informais: cant\u00e1vamos, recit\u00e1vamos palavras escritas no quadro (em ingl\u00eas), desenh\u00e1vamos, cont\u00e1vamos e ensin\u00e1vamos pr\u00e1ticas de higiene e comportamentos saud\u00e1veis.<\/p>\n<p> \u00cdamos de metr\u00f4 ou \u00f4nibus e volt\u00e1vamos para a casa da fam\u00edlia para jantar \u00e0s 18h. A comida era tradicional indiana vegetariana, muito saborosa e saud\u00e1vel. Em nenhum momento senti fome ou fiquei sem conseguir comer o que era servido \u00e0 mesa. Nunca precisei comprar comida extra por conta pr\u00f3pria. Durante o jantar, todos os volunt\u00e1rios de diferentes locais de atua\u00e7\u00e3o comentavam sobre suas experi\u00eancias. Faz\u00edamos planos para o resto da noite. \u00c0s vezes, Rajiv, o pai e coordenador da Volunteer Solutions, organizava alguma atividade. Em v\u00e1rias noites, sa\u00edamos todos juntos para visitar um templo ou assistir a um espet\u00e1culo (como o show de luzes no Templo Akshardham).<\/p>\n<p> Rajiv, o coordenador em Delhi e patriarca da equipe, nos apresentou a todos logo no primeiro dia. Aprendemos informa\u00e7\u00f5es importantes sobre a cultura local, as op\u00e7\u00f5es de transporte p\u00fablico, em qual \u00e1rea cada um de n\u00f3s ficaria alocado e quais seriam os dias de visita\u00e7\u00e3o. T\u00ednhamos um cronograma di\u00e1rio bem definido, mas ele estava sempre aberto a discuss\u00f5es para atender \u00e0s necessidades de cada volunt\u00e1rio. Tudo era discutido e negociado de forma democr\u00e1tica. Em nenhum momento me senti desconfort\u00e1vel ou inseguro. Rajiv e todos os membros da equipe estavam sempre \u00e0 nossa disposi\u00e7\u00e3o para responder a qualquer pergunta.<\/p>\n<h3> O que tornou essa experi\u00eancia de voluntariado no exterior \u00fanica e especial?<\/h3>\n<p> Foi uma experi\u00eancia \u00fanica e especial porque me deu a oportunidade de morar com uma fam\u00edlia ind\u00edgena nativa em sua pr\u00f3pria casa. Eles me fizeram sentir parte da fam\u00edlia. Al\u00e9m disso, a oportunidade de estar l\u00e1 interagindo e convivendo com crian\u00e7as muito carentes foi muito especial.<\/p>\n<h3> Que conselho voc\u00ea daria para futuros volunt\u00e1rios?<\/h3>\n<p> Permita-se fluir com a situa\u00e7\u00e3o. Tenha a mente aberta. Seja humilde e concentre-se em dedicar seu tempo e aten\u00e7\u00e3o \u00e0s crian\u00e7as que voc\u00ea veio ajudar. N\u00e3o se preocupe excessivamente com picadas de mosquito, insetos ou com a possibilidade de contrair qualquer doen\u00e7a. Tome as precau\u00e7\u00f5es recomendadas pela OMS e pela equipe da VS. Siga as instru\u00e7\u00f5es do manual da VS.<\/p>\n<h3> De que forma essa experi\u00eancia impactou seu futuro?<\/h3>\n<p> Essa experi\u00eancia impactou minha vida porque me confirmou que a vida pode ser vivida de muitas maneiras diferentes e ser satisfat\u00f3ria e feliz. As crian\u00e7as que atendi n\u00e3o tinham nada, algumas delas, nem mesmo pais. No entanto, elas sempre ficavam felizes em me ver, em brincar comigo, em aproveitar o momento. Em estar vivas. Isso me tornou mais respeitoso com outras pessoas, outras culturas, outros n\u00edveis socioecon\u00f4micos, mais respeitoso e tolerante. Me enriqueceu imensamente, tanto pessoal quanto profissionalmente. Faria isso de novo, sem d\u00favida.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Lucia Merino \u00e9 natural de Barcelona, Espanha. Formou-se em Servi\u00e7o Social pela Universidade da Carolina do Norte em Chapel Hill, Carolina do Norte. Trabalha como psicoterapeuta na regi\u00e3o da Ba\u00eda de S\u00e3o Francisco, na Calif\u00f3rnia. \u00c9 casada com um franc\u00eas e aprecia aprender com outras culturas, religi\u00f5es e estilos de vida. 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