{"id":12491,"date":"2026-06-22T11:37:23","date_gmt":"2026-06-22T11:37:23","guid":{"rendered":"https:\/\/www.volunteeringsolutions.com\/blog\/meet-lucia-merino-volunteer-india-2\/"},"modified":"2026-06-22T11:37:23","modified_gmt":"2026-06-22T11:37:23","slug":"meet-lucia-merino-volunteer-india","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.volunteeringsolutions.com\/pt-pt\/blog\/meet-lucia-merino-volunteer-india\/","title":{"rendered":"Conhe\u00e7a Lucia Merino, volunt\u00e1ria na \u00cdndia."},"content":{"rendered":"<p>Lucia Merino \u00e9 natural de Barcelona, Espanha. Licenciou-se em Servi\u00e7o Social pela Universidade da Carolina do Norte em Chapel Hill, Carolina do Norte. Trabalha como psicoterapeuta na regi\u00e3o da Ba\u00eda de S\u00e3o Francisco, na Calif\u00f3rnia. \u00c9 casada com um franc\u00eas e aprecia aprender com outras culturas, religi\u00f5es e estilos de vida. Foi volunt\u00e1ria da Volunteering Solutions num projeto para crian\u00e7as de rua em Deli. <img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" src=\"\/wp-content\/uploads\/legacy\/inline-images\/465002807_10235603205601588_3944993336957044134_n.jpg?v=20260622a\" data-entity-uuid=\"99699b85-a9ec-4d3c-a75b-33d130248464\" data-entity-type=\"file\" width=\"414\" height=\"311\" data-align=\"right\"> \u00cdndia.<\/p>\n<h3> Porque decidiu fazer trabalho volunt\u00e1rio no estrangeiro com a Volunteering Solutions na \u00cdndia?<\/h3>\n<p> Fiz uma pesquisa online bastante completa e encontrei muitas organiza\u00e7\u00f5es diferentes que ofereciam oportunidades de voluntariado. Decidi-me pela Volunteering Solutions por alguns motivos, incluindo o facto de estar sediada em Nova Deli, onde queria fazer trabalho volunt\u00e1rio. Al\u00e9m disso, optei pela VS porque o pre\u00e7o era razo\u00e1vel e oferecia uma combina\u00e7\u00e3o de voluntariado e viagens. Queria fazer alguns passeios tur\u00edsticos e viagens curtas (como visitar o Taj Mahal) enquanto estivesse na \u00cdndia. A combina\u00e7\u00e3o de voluntariado, viagens, conv\u00edvio com uma fam\u00edlia indiana e o pre\u00e7o foram os fatores que me fizeram decidir fazer voluntariado com a VS.<\/p>\n<p> Descreva as suas atividades di\u00e1rias como volunt\u00e1rio.<\/p>\n<p> Acord\u00e1vamos por volta das 8h e tom\u00e1vamos o pequeno-almo\u00e7o. Durante o caf\u00e9, n\u00f3s, volunt\u00e1rios, decid\u00edamos o que ir\u00edamos fazer durante o dia. Eu estava num centro de acolhimento (para crian\u00e7as de rua) com mais tr\u00eas volunt\u00e1rios. Por volta das 10h, apanh\u00e1vamos o autocarro e cheg\u00e1vamos ao nosso centro por volta das 11h. Eram 15 a 20 crian\u00e7as e adapt\u00e1mo-nos \u00e0s suas necessidades. Algumas queriam desenhar e tinham todo o gosto em sentar-se perto de n\u00f3s para nos mostrar os seus trabalhos. Comentava os seus desenhos e ensinava-as a escrever e a pronunciar cada um dos objetos. Outra crian\u00e7a queria que eu a segurasse enquanto fazia acrobacias, equilibrando-se por vezes no meu colo. Outra queria jogar jogos de m\u00e3os comigo e aprender can\u00e7\u00f5es que eu cantava em ingl\u00eas. Outra ainda me quis mostrar a sua escrita em hindi e ler-me um livro em hindi. Percebi que ela s\u00f3 queria um pouco da minha aten\u00e7\u00e3o. Algu\u00e9m para quem ela pudesse ler, algu\u00e9m com quem se pudesse conectar, com quem passar tempo juntas. E essa era a parte mais importante do trabalho volunt\u00e1rio: estar presente para se ligar a estas crian\u00e7as ao n\u00edvel que elas queriam e precisavam. Era uma educa\u00e7\u00e3o informal, oferecida da forma mais adequada a cada crian\u00e7a. Cada crian\u00e7a era \u00fanica, por isso, o tempo era dedicado de forma \u00fanica a cada uma.<\/p>\n<p> \u00c0 hora do almo\u00e7o, ajudava os coordenadores a servir a comida e, depois, era hora da sesta. Os outros volunt\u00e1rios e eu \u00edamos almo\u00e7ar juntos a locais pr\u00f3ximos. Esta era uma atividade muito agrad\u00e1vel e sentimo-nos seguros a caminhar pela zona de Chandni Chowk, que pode ser uma parte intimidante da cidade. Depois, regress\u00e1vamos e continu\u00e1vamos a interagir com as crian\u00e7as. Ajud\u00e1vamos os coordenadores nas atividades educativas informais: cant\u00e1vamos, recit\u00e1vamos palavras escritas no quadro (em ingl\u00eas), desenh\u00e1vamos, cont\u00e1vamos e ensin\u00e1vamos pr\u00e1ticas de higiene e comportamentos saud\u00e1veis.<\/p>\n<p> \u00cdamos de metro ou de autocarro e regress\u00e1vamos a casa da fam\u00edlia para jantar \u00e0s 18h. A comida era tradicional indiana vegetariana, muito saborosa e saud\u00e1vel. Em momento algum senti fome ou fiquei sem conseguir comer o que era servido \u00e0 mesa. Nunca precisei de comprar comida extra por conta pr\u00f3pria. Durante o jantar, todos os volunt\u00e1rios dos diferentes locais de atua\u00e7\u00e3o comentavam as suas experi\u00eancias. Faz\u00edamos planos para o resto da noite. Por vezes, Rajiv, o pai e coordenador da Volunteer Solutions, organizava alguma atividade. Em v\u00e1rias noites, sa\u00edamos todos juntos para visitar um templo ou assistir a um espet\u00e1culo (como o espet\u00e1culo de luzes no Templo Akshardham).<\/p>\n<p> Rajiv, o coordenador em Deli e patriarca da equipa, apresentou-nos a todos logo no primeiro dia. Fic\u00e1mos a conhecer informa\u00e7\u00f5es importantes sobre a cultura local, as op\u00e7\u00f5es de transporte p\u00fablico, em que \u00e1rea cada um de n\u00f3s ficaria alocado e quais seriam os dias de visita\u00e7\u00e3o. T\u00ednhamos um hor\u00e1rio di\u00e1rio bem definido, mas ele estava sempre aberto a discuss\u00f5es para atender \u00e0s necessidades de cada volunt\u00e1rio. Tudo era discutido e negociado de forma democr\u00e1tica. Em momento algum me senti desconfort\u00e1vel ou inseguro. Rajiv e todos os membros da equipa estiveram sempre \u00e0 nossa disposi\u00e7\u00e3o para responder a qualquer quest\u00e3o.<\/p>\n<h3> O que tornou esta experi\u00eancia de voluntariado no estrangeiro \u00fanica e especial?<\/h3>\n<p> Foi uma experi\u00eancia \u00fanica e especial porque me deu a oportunidade de viver com uma fam\u00edlia ind\u00edgena nativa na sua pr\u00f3pria casa. Fizeram-me sentir parte da fam\u00edlia. Al\u00e9m disso, a oportunidade de estar l\u00e1 a interagir e a conviver com crian\u00e7as muito carenciadas foi muito especial.<\/p>\n<h3> Que conselhos daria aos futuros volunt\u00e1rios?<\/h3>\n<p> Permita-se fluir com a situa\u00e7\u00e3o. Tenha a mente aberta. Seja humilde e concentre-se em dedicar o seu tempo e aten\u00e7\u00e3o \u00e0s crian\u00e7as que veio ajudar. N\u00e3o se preocupe excessivamente com picadas de mosquitos, insetos ou com a possibilidade de contrair qualquer doen\u00e7a. Tome as precau\u00e7\u00f5es recomendadas pela OMS e pela equipa da VS. Siga as instru\u00e7\u00f5es do manual da VS.<\/p>\n<h3> De que forma essa experi\u00eancia impactou o seu futuro?<\/h3>\n<p> Esta experi\u00eancia impactou a minha vida porque me confirmou que a vida pode ser vivida de muitas formas diferentes e ser satisfat\u00f3ria e feliz. As crian\u00e7as que atendi n\u00e3o tinham nada, algumas delas, nem sequer pais. No entanto, ficavam sempre felizes por me ver, por brincar comigo, por aproveitar o momento. Em estar vivas. Tornou-me mais respeitador para com as outras pessoas, outras culturas, outros n\u00edveis socioecon\u00f3micos, mais respeitador e tolerante. Enriqueceu-me imenso, tanto pessoal como profissionalmente. Faria de novo, sem d\u00favida.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Lucia Merino \u00e9 natural de Barcelona, Espanha. Licenciou-se em Servi\u00e7o Social pela Universidade da Carolina do Norte em Chapel Hill, Carolina do Norte. Trabalha como psicoterapeuta na regi\u00e3o da Ba\u00eda de S\u00e3o Francisco, na Calif\u00f3rnia. \u00c9 casada com um franc\u00eas e aprecia aprender com outras culturas, religi\u00f5es e estilos de vida. 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