Sonam Sadhnani reside em Singapura. Em julho de 2013, Sonam participou como voluntária por duas semanas no Programa de Voluntariado em Cuidados Infantis no Camboja, organizado pela Volunteering Solutions. Ela adorou sua experiência no Camboja e, nesta entrevista, compartilha suas vivências com outros voluntários.
Por que você decidiu fazer trabalho voluntário no Camboja?
Esta é a minha primeira experiência como voluntária, e muito menos viajando sozinha. Por isso, decidi fazer trabalho voluntário em um lugar mais perto de casa. Além disso, o Camboja sempre foi um lugar que quis visitar, simplesmente porque o país percorreu um longo caminho desde o seu passado bastante difícil. E que melhor maneira de vivenciar o país do que ter a oportunidade de trabalhar diariamente com a população local?
Descreva suas atividades diárias como voluntário.
Após me inscrever para o trabalho em um orfanato, minha principal tarefa era acompanhar as crianças até um centro de aprendizagem local, onde recebi recursos suficientes para elaborar planos de aula de inglês e ministrar aulas diárias. Durante meu período de trabalho, ensinei às crianças um pouco sobre Singapura, o país onde passei toda a minha vida, e outros países que visitei, como Austrália e Indonésia. As crianças foram muito receptivas, principalmente porque a maioria, senão todas , nunca havia viajado para fora do Camboja. Minhas aulas incluíam o ensino de cantigas de ninar simples, alfabeto e números. Nosso tempo livre era dedicado a assistir filmes e fazer trabalhos manuais com as crianças.
Como foi sua experiência de voluntariado em Phnom Penh? Pessoalmente. Conte-nos um pouco mais sobre isso.
Phnom Penh é realmente um país que vale a pena visitar. Com certeza, guardarei cada lembrança com muito carinho. Desde comer grilos (pela primeira vez!) até empurrar nosso tuk-tuk que ficou preso na enchente, passando pelos passeios de moto pela cidade... Essas são experiências inéditas que provavelmente guardarei para sempre. Acima de tudo, com certeza sentirei falta dos sorrisos dos moradores locais que sempre nos cumprimentavam quando estávamos simplesmente passeando de tuk-tuk ou caminhando pela cidade. Também sentirei muita falta dos voluntários com a mesma mentalidade, que compartilham a paixão de ajudar a construir um mundo melhor, e das crianças incríveis pelas quais me apaixonei.
De que forma essa experiência contribuiu para o seu crescimento pessoal e profissional?
Aprendi a ser mais tranquila e a aceitar que nem tudo acontece como planejado. Aprendi a me adaptar a ambientes menos confortáveis. Acima de tudo, aprendi a baixar a guarda e deixar as pessoas entrarem na minha vida — algo com que eu tinha muita dificuldade antes.
Que conselho você daria a futuros voluntários que forem para o Camboja?
É da nossa natureza procrastinar. Pessoalmente, demorei bastante para confirmar minha vaga de voluntariado. Olhando para trás, fico muito feliz por ter dado esse passo e por ter voltado com tantas histórias para compartilhar com minha família e amigos. Não há nada mais gratificante do que ver o sorriso de alguém em agradecimento pelo tempo que você dedicou a ajudá-lo. Vá com a mente aberta e uma atitude positiva, e esteja disposto a trabalhar com qualquer pessoa. Tenho certeza de que o programa será tão incrível quanto foi para mim.